Com 84 anos, Lydia segue trabalhando na tradução de teses de mestrado (Foto: Arquivo Pessoal)
Com apenas 21 anos, me mudei para Vinhedo. Naquela época, eu acabara de ser aprovada em um concurso público em Belo Horizonte. Ao mesmo tempo, meu pai foi convidado para ser o primeiro gerente do Banco Bandeirantes em Vinhedo. Por mais que não quisesse abandonar essa conquista, eu não queria me separar da minha família, por isso eu vim.
Apesar da resistência, a decisão de mudar para cá foi uma das melhores que pude tomar. Um leque de outras oportunidades se abriu para mim, principalmente em relação aos estudos. Em 1980, fui aprovada novamente em um concurso público e me tornei professora de inglês efetiva na Escola Estadual Patriarca da Independência, onde trabalhei por sete anos.
Com 47 anos, eu já estava aposentada, mas não quis parar por aí. Aprovada pela Editora PAULUS, vi meu sonho realizado, com a tradução do livro “Goddesses um Everywoman”, 417 páginas. Para quem gosta do assunto, esse é um livro que combina Psicologia com Mitologia. Desde então, tenho trabalhado também como tradutora de teses de mestrado.
Hoje, agradeço a minha saudosa mãe, também professora, que sempre foi a minha fonte de inspiração, como educadora e como mulher. Também sou grata aos meus ex-alunos. Espero ter sido para eles não apenas uma transmissora de conteúdo, mas a amiga que sempre tentou ajudá-los ao fazerem suas próprias escolhas”.
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